Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

A-CA-BOU!

To trocando meu endereço do blog. Esse é o endereço novo:

www.lamaligna.blogspot.com



Os motivos da mudança estão lá. Nada de grave, pura frescura mesmo.

Como não atualizarei mais esse blog, sugiro que vocês troquem meu endereço no blog de vocês. Espero que vocês entendam meus motivos e aceitem o fim pacificamente. Senão vou fazer escândalo, rasgar nossas fotos e jogar suas roupas pela janela (numa mala aberta, que é pra esparramar tudo no chão).

Anda, vai pro outro blog!

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

"Um cara muito massa!"

Fui referência pra Ju Dacoregio escrever seu texto de Dia dos Namorados no site Do que elas gostam.

Não vou contar qual foi o tema. Entrem lá e vejam por conta própria.

Tudo que posso dizer é que o texto ficou muito massa! =D

Manual de sobrevivência para solteiros no Dia dos Namorados

É, hoje é dia dos namorados. Uma data infeliz a muitas pessoas que ainda não acharam a tampa da sua panela (e se vêem pressionadas pela sociedade a encontrá-la o mais rápido possível). É triste observar como a frase "antes só que mal acompanhado" parece oca, diante de milhões de solteiros e solteiras afundam em carência e se frustram em pseudo-relacionamentos que não os levam a lugar nenhum. Ainda bem que não é o meu caso, HOHOHOHO!!!
(sorry, a piadinha foi inevitável)

É claro que meu post sobre o Dia dos Namorados não pode ser depressivo né minha gente! Pra cortar os pulsos, já bastam todos os comerciais cafonérrimos que invadiram a TV nos últimos dias. Por falar em comercial, vou colar um negócio engraçado que a Pri Balod me passou:

No Brasil, é comemorado em 12 de junho a partir de 1949, quando o publicitário João Dória trouxe a idéia do exterior e a apresentou aos comerciantes. Como junho é um mês de vendas baixas, eles decidiram comemorar a data nesse mês e ainda escolheram a véspera de Santo Antônio, o santo casamenteiro, como o Dia dos Namorados.

Esses publicitários...



Me afinei quando li isso, hehehehehehe...


Vou dar um recadinho a você, amiga solteira que está se lamentando porque sabe que seu PF fará você de salame, e também a você, camarada encalhada que está de mau humor pela ausência prolongada de um PF (se você não sabe o que é PF, vá ao final do texto):
A culpa é dos publicitários! Agora que vocês já sabem disso, tratem de abandonar essa tensão pré-marital e deixem a depressão de lado. Namorar é bom sim, desde que seja com alguém que valha a pena. E se vocês não acharam esse alguém ainda, não adianta se descabelar, até porque nunca vi um príncipe encantado que se interessasse em princesas descabeladas.

Se eu fosse solteira, ia reunir o Clube da Luluzinha (ou o Clube das Bertilhas) para passar a noite bebendo batidinha e brincando de Batalha Naval de Homens, Verdade ou Consequência, Imagem & Ação, Banco Imobiliário ("Alê, o Morumbi!"), Jogo da Vida (eu adorava ter um carro cheio de filhos) ou qualquer outra coisa. Só não brinque de compasso ou de copo, porque um espírito bad boy pode querer convencê-la que você vai se casar com um segurança de boate stripper.

Ou vá para a balada. Ouvi meus colegas comentando que hoje é o melhor dia pra sair, porque a night fica repleta de pessoas solteiras. "O Dia dos Namorados separa o joio do trigo", dizem eles. Mas, por favor, levem as amigas junto: em caso de bebedeira aguda, elas ajudam a assegurar um padrão mínimo de qualidade. Lembra daquele papo sobre "antes só que mal acompanhada"? Se for pra estar mal acompanhada, pelo menos tenha a indecência de dar o telefone errado ao sujeito, ok?


E para as Apaixonadas & Correspondidas: Viva o Dia dos Namorados!
ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!! To louca pra ir pra casa! =D






G L O S S Á R I O

PF = Sigla para Pinto Fixo. Sinônimo de Fincante e Peguéte. Antônimo de PI (Pinto Itinerante).

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

O Homem Ideal (to te copiando, Magalee!)

Minha asmiga Magaleeeee escreveu um post sobre o Homem Ideal e pediu a colaboração das bertilhas sobre o assunto. Meu parecer foi o seguinte:

O homem ideal trata a namorada como uma princesa, seja ela uma maluquete, uma hippie ou uma diretora de empresa. Porque nessas horas, todas nós queremos ser mimadas com carinhos, declarações, presentes fofos, surpresinhas... E sem esquecer que nosso ouvido não é penico!
(Cintia Brunelli, Redatora Publicitária e Blogueira. Diz ela que já achou o homem ideal, que sorte heim asmiga!! Convida pro casório e para o batizado do neném japa loiro!)

O engraçado dessa história de "homem ideal" é que quando comecei a namorar o Tiaraju, nós fomos eleitos como o casal mais nada a ver do #caver_peh. Também, pudera! Ele dorme cedo, acorda cedo, tenta bancar o bom samaritano e adora ser politicamente correto (nem sempre com sucesso)... Ele até acha que Deus existe! Aliás, eu lembro até hoje do dia em que descobri isso. Eu tinha feito algum comentário sobre religiões, quando ele me perguntou:
- Mas tens alguma religião né?
- Eu? Ahaaam.. Ô! huahuahua
- Não tens?!
- Tu tava falando sério? o.O
- Tava né!
- Tu é religioso? Tipo, acredita em Deus, essas coisas??
- Aham...
- Meu pai do céu!!!

Booooom... A partir dai, brigas não faltaram. Ele dizia que se eu acreditasse em Deus, seria uma pessoa mais altruísta, menos rancorosa, blá blá blá blá... E eu dizia que não era índio pra ser catequizado, que queimar herege na fogueira já está fora de moda e que se a religião deixasse as pessoas tão boas assim, as palavras "padre" e "pedófilo" estariam juntas apenas na letra P do dicionário.

No final, ele desistiu. Mas essa oposição religiosa nos rendeu mais algumas situações engraçadas. Por exemplo, quando começamos a morar juntos:
- Bah, nem acredito que a gente casou...
- Casou? Mas a gente não casou né!
- Mas como não?!
- Casar é casar, morar junto é morar junto. Só vou me considerar casada quando eu entrar na igreja de vestido branco, botar aliança no dedo e assinar a papelada. Até lá, continuo sendo namorada.
- Queres casar na igreja?? Mas tu não detesta igreja???
- O que uma coisa tem a ver com a outra?
- Huahuahuaha... Não tais falando sério né?!
- Ai amor, hoje em dia "casar na igreja" é simbólico né. É uma festa, um ritual de passagem, etc. É o dia que a gente bate um monte de foto pra mostrar pros filhos depois. Ou tu acha que eu sou a única que casa sem lembrar como é o pai-nosso?

Realmente, o meu "homem ideal" é bem diferente de mim, hehehe. Talvez seja isso que deixe a nossa vida tão interessante. Nós nos completamos. Mas quem nos conhece bem, sabe que por maiores que sejam as diferenças, existe algo muito forte em que somos parecidos: nossos defeitos (aposto que você esperava ler algo piegas, huahuahuahuaha). Somos diferentes em várias coisas, mas iguais nas piores. Ele também é genioso, orgulhoso, teimoso, implicante, corneteiro, se achão... E adora me acusar de ser isso tudo! Onde já se viu, que audácia! Hunf.

Ele me trata como uma princesa, bem como eu escrevi no texto da Maga. Me considero uma sortuda por estar ao lado de alguém que sabe cuidar tão bem de mim. Se não fosse por aquele Carnaval de Inverno, onde ficamos pela 1ª vez, talvez hoje eu ainda visse ele como "aquele amigo que eu acho muito massa, mas que raramente vejo". Minha vida ficou muito mais cheia de cor quando ele deixou de ser meu amigo. Mas vou parar de escrever porque to no trabalho e tá me dando vontade de chorar.

Esse post da Maga me lembrou outra bertilha, a Marina Lima. Quando contei a ela que eu estava namorando, seu comentário foi:
"É Chica, eu soube. Só tu mesmo! Vai morar em Floripa e ao invés de namorar um surfista, arranja um nerd da medicina. Bem do teu tipinho né!"
(Sinceridade pouca é bobagem)

Surfistas, definitivamente, não têm nada a ver comigo. Já nerds... Bom, esse é outro defeito que consta em ambas as listas, hehehe.

Eu achei meu homem ideal. Tiaraju, te amo! E não briga comigo, o post foi de coração! =D

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

Diplomacia sucks

Esses dias eu tava falando com uma amiga (será que posso citar o nome?) e ela me relatou uma situação incômoda e muito comum: pessoas insuportáveis que insistem em nos tratar bem.

Quando digo "insuportáveis", não falo sobre os chatinhos do dia-a-dia, e sim aquele grupo seleto de indivíduos que você realmente detesta. No caso específico das mulheres, as insuportáveis são aquelas que você adora observar que:
1) Se vestem mal / Vivem da aparência
2) Estão gordas / Já fizeram 3 plásticas
3) São beges / São piriguetes
4) São burras / São intelectualóides

Como vocês podem perceber, os motivos para falar mal não interessam. O importante é o prazer de falar. E é ai que reside o problema dos insuportáveis que insistem em nos tratar bem: eles nos fazem ter crises de consciência. Afinal, como odiar alguém que puxa papo sorrindo?

O ódio é como o amor: é muito mais complexo quando não existe reciprocidade. Ops, quem disse que não existe? O indivíduo odiável provavelmente também te detesta, sim. Mas ele finge tão bem que quando você vê, já está cogitando a hipótese de nutrir sentimentos bons por essa pessoa (ou, no mínimo, poupa-la de ser esganada).

Por uma fração de segundo, você pensa em todas aquelas bullshits sobre "amar ao próximo" e "amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Mas não se preocupe, isso passa: logo a pessoa irá refrescar sua memória e lembrar os porquês de você não ir com a cara dela. Com um pouco de sorte, talvez ela desista de tratar você bem. E em breve, você poderá enumerar todos os seus defeitos sem ter pesadelos à noite. \o/

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Sex and the City (more sex than city)

Ontem assisti ao Sex and the City, numa pré-estréia especial do Floripa Shopping para jornalistas (e publicitárias metidas).

Vou dividir o texto em 2 partes:

1) A sessão

Achei o filme legal, mas acho que botaram detalhes demais. Ficou muito longo e algumas coisas pareciam desnecessárias e mal-amarradas à história. Sei lá, me pareceu mais uma "comédia romântica" do que "o filme do Sex and the City". Algumas piadinhas ficaram bem fraquinhas e certos diálogos, muito abaixo da média. Talvez tenham deixado mais acessível aos que não acompanhavam o seriado. Malditos. Mas no geral é bem legal sim, dá pra dar umas gargalhadas, hehehe.

2) Os bastidores da sessão

Eu e a Tati chegamos no shopping umas 8:45h e a sessão estava marcada para começar às 9h. Finas como somos, nem preciso dizer que as duas estavam famintas. Mas apesar da vontade louca de me empanturrar desses frufrus de coquetéis, a única fonte calórica do evento era líquida, borbulhante e servida em taças. Paramos de beber após meia dúzia de goles, pra garantir que não veriamos 3 Carries, e compramos uma pipoca.

Ao entrar na sala de cinema, vimos que havia um kit de 3 pratos sobre cada poltrona, de brinde pra galera. Cada prato era de um modelo diferente. Esse é um deles:


Como sobraram lugares, eu pensei em pegar outro kit de pratos em alguma das poltronas vazias. Logo, eu iria para casa com 6 pratos lindos. Mas havia uma parte de mim me chamando de mal educada e dizendo "que feio, vou contar pra sua mãe!".

Na hora de ir embora, vi que havia mais pessoas levando 2 kits... Opa, beleza, não sou a única! Peguei meus 6 pratos e já estava saindo, bem feliz e contente... Quando eis que vejo alguns joselitos carregando TRÊS kits, com NOVE pratos. Bah, voltei na hora! Sai do cinema carregando uma pilha de pratos lindos e multicoloridos. Quase cai na hora de descer na escada rolante e por pouco minha astultice não vira uma video-cassetada.

Fui ao cinema de graça, bebi champagne, arrumei um enxoval de pratos e na saída, ainda ganhei um bem-casado. Realmente, eu escolhi a profissão errada: bom mesmo é ser jornalista. Será por isso que o Luiz Carlos Prates é daquele jeito? Ficou mimado demais?

Aliááás, eu bem que queria ver o Prates nessa sessão. Tava louca pra perguntar o que ele achou da libido da Samantha e do único livro mostrado no filme ter sido "O Segredo". Mas, embora eu não o tenha visto, me disseram que ele fez um comentário positivo no Jornal do Almoço (algo do tipo: "o filme é um exemplo às mulheres, de que não se deve depender de caçar marido e sim correr atrás da independência financeira"). Fiquei impressionada!

Churumelas de aniversário

Diz a carteira de identidade que estou fazendo 24 anos hoje. Mas como eu me recuso, continuo com 23, tal qual minha amiga Manu. Tipo as historinhas da Mônica, que eles fazem aniversário de 6 anos todos os anos, sabem?

Aliás... espertos foram eles! Ter 6 anos pra sempre é muito mais interessante. Pena que minha síndrome de Peter Pan chegou tão tarde.

Em 2007, passei meu niver doente, de cama, com uma gripe tão medonha que as pessoas mal chegavam perto. Esse ano, acordei com alguém me cobrindo de beijos e dizendo "parabéns" ao pé do ouvido. Cá entre nós, fazer aniversário desse jeito é bem menos traumático, ahuahuahuahuahuahua... Na verdade é tão bom, tão bom, que nem vou entrar em detalhes senão depois ele briga comigo porque não sei ser discreta.
(mas é bom, muuuito bom, trust me!)

É isso ai... Meu niver!
E para os que quiserem contribuir com a chuva de scraps, é só clicar aqui. =D

Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Miguxas: o pesadelo das namoradas

Se você entrou no blog procurando um texto racional e inteligente, por favor, pule esse post.



Hoje vou falar sobre um assunto que tira o sono de muitas mulheres: as pseudo-amigas que os namorados arrumam. Já passei por esse problema no passado e vou dividir essa traumática experiência com vocês.

Ela é fofa. Tão fofa que conhece super bem seu namorado e até se preocupa com o comportamento dele, afinal de contas, ela adora você. Ok, ela esporadicamente adora você. Quando está na seca, encalhada e desiludida, ela dá umas alfinetadas e insinua que seu namorado dá mole pra ela. Mas sempre entre risadinhas, porque afinal de contas, ela é apenas uma grande amiga dele.

Quem já foi apresentado à Teoria da Escada, sabe que uma amizade 100% desinteressada entre homem e mulher é algo tão frequente quanto ganhar na mega-sena. E a "grande amiga" do seu namorado, provavelmente, é uma bela de uma Miguxa.

O diagnóstico de uma Miguxa no seu namoro é uma situação bastante delicada. Porque ela se disfarça tão bem de amiga que seu namorado seria capaz de ficar ofendido, caso você tentasse estipular um limite mínimo de 100 metros entre eles. E o pior é que a maldita daria gargalhadas às suas costas, além de entrar em comunidades do Orkut no estilo:
- Sorry! Seu namorado me quer!
- Garotas odiadas por namoradas
- Me odeia? Que pena, seu namorado não
- Seu namorado mente
- Sorria: seu namorado me ama

Mas é lógico que não adianta mostrar isso pro seu namorado, porque ele vai dizer que não tem nada a ver, que as comunidades não são pra você, que você está ficando louca, que está vendo muita novela, etc etc etc.

Outra informação interessante sobre as Miguxas é que elas, em geral, são solteiras infelizes. Lógico que seus fotologs estão cheios de fotos de baladas e seus nicks do MSN revezam frases sobre as festas suuuuper legais que elas frequentam... mas a verdade é que elas trocariam tudo isso por um sábado à noite sossegado como o seu. E por não conseguirem ter um relacionamento razoável, as Miguxas se esmeram em azedar o bom humor alheio na tentativa de inflar sua auto-estima murcha.

Categorias de Miguxas:
- Beges
- Piriguetes
- Beges que se pagam de Piriguetes
- Piriguetes que se disfarçam de Beges
(LEMBRETE: Preciso escrever um texto sobre as Beges!)

Dentro dessas categorias, as Miguxas podem se manifestar de duas formas:

- Miguxas que são "só amigas" e não entendem o seu ciúme. Afinal, o que que tem demais em ligar pra o seu namorado quando está com saudade? E em botar fotos com ele no msn/orkut/fotolog/blog? E em chamá-lo de apelidos no diminutivo? E em deixar scraps com emoticons fofuxos no orkut dele? Pobres garotas incompreendidas.

- Miguxas que já foram namoradas/ficantes e hoje querem ser "só amigas". Amiga, não se cegue, não se engane, não se iluda: ex-namoradas não viram amigas. Ex-namoradas viram Miguxas. O que ela quer é um estepe para passar o tempo quando estiver encalhada. E não caia nesse papo de "ela já superou", porque se tivesse superado, estaria preocupada em arrumar outro namorado e não em correr atrás do ex.

A atitude a ser tomada é algo que gera muita controvérsia, até porque depende das táticas miguxas utilizadas e do grau de miguxice da indivídua. Mas nada de pensar em criar escândalo, puxar o cabelo e brigar na lama, ok? Na maior parte dos casos, é imprescindível que a mudança seja executada pelo seu próprio namorado. Se você começar uma guerra, ela vai se divertir. Mas se o seu namorado cortá-la, garanto que não vai ser nada engraçado (pra ela, claro).

Caso a mudança que você espera do seu boyfriend não nasça por geração espontânea, dê uma de Deus e o obrigue a criá-la. Como? Bem, em primeiro lugar, você precisa convencê-lo de que ela é uma Miguxa. O procedimento padrão é fazer essas 3 perguntas:

1) Se ela tivesse um namorado, estaria se comportando assim?
O comportamento de uma "amiga" não deve mudar de acordo com o status do seu Orkut. Se muda, tem algo mal contado. A resposta correta para essa pergunta é: "Não, a menos que o cara seja um corno manso".

2) Eu posso tratar meus amigos do mesmo jeitinho meigo que ela te trata?
Se ele pedir para você definir o "jeitinho meigo", simule um teatrinho em que seu namorado é aquele amigo que ele não suporta e mande ver todas as (muitas) frases cretinas da Miguxa. Se você ouvir um sonoro NÃO como resposta, realmente tem algo errado.

3) Se eu tivesse um amigo que fizesse (insira aqui tudo que a Miguxa faz), o que você faria?
Caso ele tenha dificuldades em visualizar o seu amigo com você, utilize a mesma tática do teatrinho. E relembre ao seu namorado o nome de todos os caras que adorariam ter você como uma "grande amiga".

O bom e velho "ou eu ou ela" pode ser eficaz nessas horas, desde que observados os limites cabíveis: a frase deve ser aplicada com moderação e apenas em situações de emergência, para não cair no lugar-comum. Mas prepare seu espírito, porque ele vai espernear, falar sobre sua liberdade e blá blá blá blá... Nesse caso, respire fundo e repita incansavelmente as 3 perguntas, alternando as palavras usadas e o entonação da voz. Alguma hora ele vai entender. Às vezes eles são meio lentos mesmo, seja paciente.

Costuma ser tiro e queda. Se der errado, escreva-me e bolaremos outra estratégia. Hunf!




Eu avisei que você devia ter pulado esse texto.

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Esperar pela hora certa... em qual fuso horário?

Mostrei ao pessoal da pós o inacreditável site Sexo Cristão. E uma colega reparou nos textos que falam sobre "esperar pela hora certa", um eufemismo que, na linguagem crente, significa "fazer sexo só depois de casar".

Eu fico imaginando o grau de frustração imenso que essas mulheres devem suportar. Mas não é preciso ir muito longe pra encontrar graus semelhantes de bitolação.

Quando eu era teen, o tabu da virgindade era constante. "Tabu" é apelido: era uma caça às bruxas! Lembro de umas cochichando com as outras pra tentar descobrir quais eram as mais saidinhas da sala. A pressão psicológica era enorme, ainda mais num colégio de freiras, cheio de regrinhas e bobagens.

E que ícone melhor para esse geração que a Sandy? Tenho pena da Sandy, coitada. Se já é difícil lidar com nosso crescimento diante dos nossos pais, quem dirá diante de milhões de pessoas, com a sua intimidade sendo especulada em revistas de 5ª categoria. Ok, ela podia ter mandado um "foda-se", mas acho que nem ela imaginava as consequências que acabaria sofrendo por incorporar esse papel de Miss Cabaço. Senão ela teria sido menos bege, eu acredito.

Quando eu era caloura, conheci um casalzinho de namorados na topic da Unisul. A namorada, que era uma garota da minha idade, adorava encher a boca pra dizer que era virgem. Eu achava isso extremamente irritante. E morria de pena do namorado. Eu já não era uma virgem e, por isso, sabia que todo esse recalque era uma grande perda de tempo. Mas como eu era uma recém-ex-virgem, tinha vergonha de mandar aquela guria calar a boca, por medo de ser taxada de alguma coisa.

Os anos passaram e, quando eu estava quase me formando na facul, comecei a fazer curso de espanhol em um dos maiores redutos teens da cidade: o Yázigi. Lá, eu passei por uma situação engraçada: colaram na minha sala uma reportagem que falava sobre casar virgem. Ai uma colega de 15 anos e 2 neurônios (como eu também costumava ser) olhou pra mim e perguntou: "Vais casar virgem?". E eu respondi "Não", bem séria e com a sobrancelha franzida, para dar bastante ênfase ao grau de estupidez daquela pergunta. Foi hilário! Ela ficou chocada e caiu numa gargalhada, por não esperar tamanha sinceridade da minha parte. E eu já tinha passado dessa fase há tanto tempo que não lembrava mais da "seriedade" dessa pergunta.

Esses tempos eu peguei uma revista Capricho e me deparei com meninas dando seus depoimentos sobre "esperar pela hora certa". Foi engraçado ler uma Capricho, tantos anos depois, e notar que as adolescentes continuam iguais: aterrorizadas por algo que devia ser natural. Agora que eu vejo isso tudo de longe, essas coisas parecem surreais. Mas quando eu era uma menina de 15 anos e 2 neurônios, era mesmo assustador.

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

O que eu amo?



Na 5ª série, eu era a melhor aluna de matemática da sala. Eu era a melhor, top, the best, não tinha pra ninguém.

Então, na 6ª série, duas coisas aconteceram:
1) Numa tentativa de tentar diminuir a conversa da sala, mudaram os lugares de todos os alunos e eu fui parar no fundão. A explicação era: "a Cintia é uma menina quietinha, estudiosa e vai ajudar os colegas a prestarem atenção na aula".
2) Trocaram a professora de matemática.

Eu peguei gosto pelo fundão. E a professora "nova" (que era uma velha) tinha uma didática horrível. Como resultado, minhas notas começaram a despencar... E na 7ª série, eu peguei recuperação pela 1ª vez, em matemática! (e em educação física, o que não vem ao caso, huahuahuahua)

Na 5ª série, eu também gostava de português, especialmente literatura e redação. Continuei gostando, fiz faculdade de Publicidade e Propaganda (pra fugir da matemática) e virei uma redatora publicitária.

Nessas últimas semanas, me senti atormentada pelos fantasmas do meu passado. "Últimas semanas"? ÚLTIMOS ANOS, diga-se de passagem, porque isso começou enquanto eu ainda estava na faculdade. O que eu penso é: por que desisti da matemática? Por que não continuei? Meu desinteresse após a 6ª série acabou fechando muitas portas. Por não manjar de matemática, eu não aprendi física direito. E levei bomba no vestibular da UFSC. E escolhi um curso na Unisul a contragosto dos meus pais, que tinham medo que precisassem me sustentar pelo resto da vida. E aqui estou eu, publicitária.

Meu mal humor constante tem um motivo: eu me sinto perdida. Penso o tempo todo que não decidi a coisa certa, porque devia ter continuado na matemática, feito algum curso fodão e trabalhado em algo que desse rios de dinheiro. Mas não foi o caminho que eu tomei. Eu busquei aquilo que eu amava, embora agora já não ame mais tanto assim.

Ontem o Tiaraju me mostrou um texto muito legal, que é um discurso do Steve Jobs, criador da Apple, numa formatura. Se você ainda não viu e tem um tempinho (e é lógico que você tem, senão não teria lido tudo que escrevi até aqui), é só clicar aqui.

O que o Steve Jobs diz é que você tem que encontrar o que você ama. Ele conta que estudou coisas taxadas de "inúteis" na universidade, porque ele amava estudar aquilo. Depois, essas coisas acabaram fazendo uma diferença gigantesca na hora de criar a sua empresa. E ele diz:

É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

E o que eu amo? No que eu acredito?

Eu amo fazer as pessoas rirem com meus textos. Pra mim, um dos maiores elogios é quando alguém me diz que se gasta de rir no meu blog. Eu adoro! Também acredito que as pessoas que sabem rir do deboche são mais legais e mais felizes, e por isso, as que eu gosto de ter ao meu redor. Não gosto de gente azeda. Não gosto de pessoas pra quem eu precise explicar piadas. Não gosto de lidar com Gerentes de Marketing sem vida sexual ativa.

Fazer rir é o que eu amo. Espero que daqui 10 anos, eu olhe pra trás e veja como tudo se encaixou direitinho. Por enquanto, vou montando as peças.

3 personagens regulares de Lost vão morrer...

...e eu duvido que eles sejam importantes.

A notícia, que tirei do site Katiero, diz que serão 3 personagens que estão na ilha desde o começo. Fiz então uma lista de personagens que são candidatos a defunto:

- Rose: Ela não mata pessoas, não caça javalis e não participa de aventuras. Descartável.
- Bernard: Idem. Mas acho difícil que matem o Bernard e a Rose. Se um morrer, o outro não morre.
- Claire: Em sua versão como inquilina da cabana, ela parece uma crente maluca. E como é a Kate quem está criando o Aaron do futuro, alguma coisa vai acontecer com a Claire.
- Jim: Como já vimos seu túmulo no futuro, ele deve ser um dos que vão se mudar pra história do Penadinho. Ou talvez ele apenas tenha ficado na ilha e a Sun tenha se sentido na obrigação de fazer um túmulo, para cumprir seu papel de "mulher que perdeu o marido no momento da queda do avião". Pois agora...
- Michael: A participação especial dele já deve estar chegando ao fim, então nada melhor que uma morte tentando proteger o pessoal do avião.

Meu palpite: Claire, Jim e Michael. Agora é esperar pra ver!

Grey's Anatomy - Meus comentários sobre o final da 4ª temporada

Passei semanas mal humorada. E eu não conseguia atualizar o blog, porque tudo que eu pensava em escrever, acabava concluindo que era uma idiotice.

Como hoje meu bom humor voltou, vou postar algo idiota anyway. Vou falar sobre o final da 4ª temporada do Grey's Anatomy, uhul!

Fanáticos que ainda não viram esse episódio: não leiam meu texto.
Mariana Topanotti: você muito menos. Eu te proibo de continuar lendo. Até porque você ainda não chegou nem ao final da 2ª temporada e não vai entender bulhufas.

Bom... Essa foi, pra mim, a melhor Season Finale do Grey's Anatomy. Porra, foi muito boa. Melhor até que a da 2ª temporada, quando o Denny Duquette e o cachorro da Meredith morrem.
(Mari, eu avisei pra você não ler)
(eu chorei muito mais quando o cachorro morreu)

Durante todo o episódio, vemos pequenos pedaços da Meredith conversando com sua psicóloga sobre quando era pequena e viu sua mãe tentando se matar. Achei legal terem introduzido a "psicóloga do hospital" na série, hahaha... A Meredith precisava mesmo, realmente. Eu gosto dela, mas há de se convir que ela é neurótica demais até para os padrões das mulheres neuróticas. E eu sei disso porque sou uma delas.

Depois, a Meredith dá à Cristina seu brilhante pager de strass, que dá preferência a ela nas cirurgias. Um "pager de strass" deve soar ridículo para quem não vê a série. O que não importa, porque eles não deveriam nem ler esse texto. Voltem ao trabalho, seus desocupados. Vejam se o diretor de criação não tem um job pra vocês.

Continuando... Ver a Cristina nesse estado também estava cortando meu coração. Foi impressionante ver como a Hann conseguiu apagar o brilho dela dessa forma. Ô doutorazinha mais bege! Espero do fundo do coração que a Callie dê uns tratos nela (e não esqueça do McSteamy, o mentor intelectual da idéia). By the way: a Callie, lésbica? Eu já sabia! Estranho sim era quando ela era casada com o George. Isso é que eu não engolia de jeito nenhum.

Ainda falando sobre a Cristina: o "pager vip" a fez, finalmente, ter acesso a uma boa cirurgia sem sofrer as retaliações da Hann. Essa chata ainda tentou exclui-la, sob os olhos do Chief, e a mijada que ele deu nela por causa disso foi sensacional. Best pee ever! Mais tarde, vemos que a Cristina entendeu o conselho do Chief à Hann e passa tratar a Lexie, seu "cãozinho de estimação", um pouco menos pior. Bom, a Lexie consegue ser mais boazinha que o George e a Izzie, não é à toa que a Cristina a detesta.

Os adolescentes que estavam na sala de espera me irritaram muito, porque me lembraram alguns ex-colegas retardados do São Bento e do Energia. Eu não gosto de adolescentes em geral. Quando eu tinha 16 anos, eu odiava os de 13. Quando eu tinha 19, odiava os de 16. Agora minha faixa etária de desprezo é ainda mais abrangente.

Foi interessante o papo da Meredith com a Rose, a enfermeirinha do Derek. Agora que a Meredith está no antigo papel da Addison, acho engraçado ela ser "intimidante" pra alguém, hehehe... Logo ela, que é a chatinha insegura e neurótica. Mas muito melhor que o papo delas foi a Bailey usando Han Solo como exemplo pro garoto do cimento não se achar um imbecil.

Sobre o casalzinho que fez a mesma cirurgia, eu fiquei feliz por ela ter sido a sobrevivente. Gostei dela. Provavelmente vai aparecer mais vezes na 5ª temporada.

O Alex é tão grosso com a Izzie que me tira do sério. E a fixação em "consertar" a Rebecca já estava beirando o absurdo. Mas ai ele disse que já passou por essa experiência com a mãe dele, hmmmmmm... O que a mãe dele tinha? Isso já passou em algum episódio passado? Tenho uma vaga lembrança sobre o "passado trágico" do Alex, mas minha antipatia bloqueou minha memória.

No lugar da Lexie, eu também teria visto os arquivos do Chief. E já era hora do George abdicar do cargo de puxa-saco VIP do chefe e remarcar seu teste. Mas que selinho foi aquele? Teremos um outro caso no estilo "George-Izzie"? Espero que os roteiristas nos poupem. E aliás, aquele beijo da Izzie e do Alex também foi meio "an?".

E voltando ao início: a mãe da Meredith tentou se matar cortando os pulsos. Bom, eu achei ela meio burrinha por ter demorado tanto tempo pra notar que ela não queria se matar de verdade. Uma cirurgiã que não sabe se matar cortando os pulsos? Aff. Ela só queria assustar o Chief, pra ver se ele voltava pra ela. E ai entra a frase que ela disse para a Meredith dúzias de vezes, inclusive quando morreu: "be extraordinary". Ela não estava falando sobre ser uma cirurgiã extraordinária, e sim sobre não ser tão dura, tão teimosa, tão orgulhosa e sempre a "outra" na vida de alguém. Ela não era totalmente desprovida de sentimentos, vejam só. Foi bom saber disso. E vendo por esse lado, até que as duas tinham bastante em comum hein?

Como não podia deixar de ser, a Meredith e o Derek resolveram tentar de novo. Achei legal ele dizer que precisava terminar com a Rose antes. O duro vai ser esperar até a 5ª temporada...

E para finalizar, a frase que passou batido no começo da 4ª temporada e só fez sentido hoje:
Be extraordinary.

Oh, como adoro ser brega! =D

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Caso Isabella

Continuo mal humorada. Então, ai vai mais uma troca de emails engraçada do #caver_peh. Melhor eu ficar quietinha até meu humor melhorar.



E-mail do Naspa:

CASO ISABELLA
Realmente, as bolachas Isabella nao sao mais as mesmas.. Outro dia comprei uma bolacha que dizia ser recheada, quando percebo, fui passado pra trás. Vieram vários pares sem recheio.
O_O



E-mail do Beto:

Vejo com indignação seu comentario abaixo transcrito. Estou tentando entender o que levou vc a brincar com algo tão sério, que praticamente virou polemina na mídia nacional, e pq nao dizer internacional!!

Realmente, vc como operador jurídico nao deveria brincar com isso... ou vc nao sabe que as bolachas isabela passam por um rigoroso controle de qualidade? Portanto, creio a culpa ser sua na falta de atenção quando da compra do produto, tendo em vista que vc, assim como maioria da população, nao leu o rótulo do produto!



E-mail do Guto (4 dias depois):

soh agora que entendi que o beto tava zoando..
huhauha
[]s



E-mail do Beto:

hahahahahah quero mais é q esse lance do caso isabela acabe de uma vez.. ta parecendo novela da globo.... alias... virou novela da globo né!



E-mail do Naspa:

Pois é betão, realmente o caso isabella tá me estressando.
A mídia adora um novo caso sensacionalista pra aumentar a pressão em cima do legislador pra aumentar o rigor da lei penal. Toda tragédia vira motivo pra globo vir falar em redução da maioridade penal e afastamento dos benefícios a criminosos hediondos.
Eu acho, sinceramente, que uma bolacha que veio sem recheio poderia ocasionar, no máximo, uma admoestação verbal ao fabricante.



E-mail do Lep:

Nos últimos capítulos vai aparecer um clone dela com síndrome de down devido a um erro genético. Aí vinte anos depois ela vai se apaixonar por uma mulher e a Globo vai mostrar mais uma vez sua bandeira contra os preconceitos.



E-mail da Ciça:

Ai ai...vcs não aprenderam nada com a novela das 9h?
No começo, o pai e a madrasta são malvados. Até ai, OK.

Depois, vamos ver como o pai nutre sentimentos de amor por sua filha. E a mãe da Isabella, que nunca superou o pé na bunda, vai relutar para se reaproximar do pai, mas acabará se entregando a esse lindo sentimento.

No final, saberemos que a única que jogou a menina do prédio foi a madrasta. O pai estava em estado de choque e teve uma amnésia pós-traumática (coitado), o que fez com que ele pensasse que foi ele mesmo quem matou a criança.

Então, a madrasta é:
( ) internada como louca
( ) presa
( ) morta
(uma dessas 3 saidas, invariavelmente).

No último capítulo, descobriremos que a menina conseguiu sobreviver e apenas se fingiu de morta, para escapar das garras da má-drasta. Ela retorna da Suíça, maravilhosa e sorridente, para o espanto de todos. Seus pais resolvem se casar de novo. A menina entra na igreja vestida de daminha.

THE END! =~~~~~~~~~~

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Cinema para as meninas

Pensei em 1001 coisas pra escrever aqui hoje. Mas to tão mal humorada que achei melhor nem começar.

Então, pra não deixar isso aqui às moscas até meu humor melhorar, vou colar uma troca de e-mails engraçada entre o pessoal do #caver_peh.


Meu e-mail:

Caverpenianas,

Sexta-feira, vamos fazer uma reunião só de meninas em algum cinema de Floripa. Um pretexto pra comer besteiras e falar mal da vida alheia.

Opções de filmes:

- O melhor amigo da noiva
Filme com o Dr. Shepared do seriado Grey's Anatomy. É a história de um cara que descobre que tá apaixonado pela melhor amiga e resolve impedir o casamento dela. Tipo um "Casamento do meu melhor amigo" ao contrário.

- Três vezes amor
Um cara tá se divorciando e a filha dele fica perguntando sobre como ele e a mãe se apaixonaram. Ai ele começa a lembrar de várias coisas, inclusive relacionamentos passados.

- Antes de partir
Dois velhinhos fazem uma lista de "últimos desejos" e vão viver a vida adoidados.

E ai? Que filme vamos ver?
Vocês sabem de mais algum filme legal em cartaz?

OBS: Caju, não adianta responder o e-mail. É só pra meninas. Lamento.



E-mail do Naspa:

Sugiro que, em que pesem posicionamentos médicos que insistam que ele tenha nascido homem, você leve seu namorado (bicha) no cinema junto com vocês, para assim podermos jogar poker e tomar cerveja na casa de vcs sem ele reclamar que precisa fazer a monografia.



Meu e-mail:

Olha... Entre deixar de fazer tcc pra ver filme de mulher, ou pra ficar jogando poker e bebendo, tenho um palpite de qual opção ele vai preferir... Caso ele deixe de fazer o tcc, claro.

Mas ow, quem deu a idéia de ir no cinema foram a Pati e a Nanda, pq supostamente tu e o Luis teriam aula. Vão matar já?



E-mail do Naspa:

Oh shit, é verdade... uhauhauhaauh
Mas acaba às 10 e pouco, o poker mal ficaria prejudicado. =D



E-mail da Nanda:

To dentro do esqueminha de cinema para girls only na sexta e minha opção de filme já ta escolhida, é aquele "três vezes amor"! S2
"Institunhamos" (meu deus... neologismo bombando) a sexta das meninas! E deixemos os boyfriends nas vidinhas de estudos deles... entre tccs e pos graduações! ahuhahuahuahuuahuha girl power!



E-mail do Lep:

Só as meninas e o Boi podem ir ao cinema? Abaixo o Feminismo!



E-mail do Caju:

Amigos,

Já notei a tentativa de "apartheid" promovido pela Sra. Francisca Cecília Matsuoka, a qual, de forma subversiva, conclama todas as mulheres desse grupo para, vejam só, assistirem a filmes de cunho romanesco açucarado, só para, depois dessa sessão diabética, obrigar os seus pobres namorados/maridos/amantes/o que o valha a tomarem atitudes românticas, como mandar flores, serenatas, bombons de licor de papuaçu e cartas em papel perfiumado... Pois bem, deixo aqui registrado o meu protesto, pois acho que mulheres devem assistir filmes que tragam algo de bom para as suas vidas, que tenha significado e respaldo na vida real que as cerca, como, por ex, Duro de Matar I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, Máquina Mortífera I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, Máquina ainda mais mortífera I, II, III, IV, V, VI, Rambo I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, Rock Balboa I, II, III, IV, V, VI, VII, Conan I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, bem como os filmes do Bruce Lee e do Chuck Norris, assim como os do Mazzaropi e da Porno-Chanchada, cabendo ressaltar ainda os belos trabalhos produzidos pela Farol Productions e Associados Ltda. Portanto, meus amigos do sexo masculino, temos que, de modo ordenado, demonstrar nossa repúdia a este evento, quiçá até impedí-lo de acontecer, sob pena de sofremos sérios problemas dentro em breve... REVOLUCION, CUMPADRES!!!!!



E-mail do Boi:

Proponho uma sessão de cinema para os meninos do caver_peh também, com filmes românticos, afinal, os caverpenianos também amam. Poderíamos ter títulos como Fúria Anal, Minha esposa é uma safada, Minha Nossa!!! Dei pra torcida toda do Flamengo!!!, As Freiras vão à Foda, O Papa trepa em Roma, O empalador de Tchutchucas, O melhor do Kid Bengala, Branca de Porra e os Sete Garanhões, e por aí vai, sendo que tal sessão seria a efeito de retaliação à exclusão dos garotos caverpenianos do Clube da Luluzinha que está se formando às escuras no núcleo do tal saudoso grupo do ex-canal #caver_peh. Fica aí a minha humilde sugestão.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

A data secreta do meu niver

Domingo à noite, hora de voltar pra Floripa. Conversa no carro entre eu, a Pati, o Caver e o Fábio:

(Ciça) - Falta menos de 1 mês pro meu aniversário. Vocês acham que eu devo lembrar o Tiaraju ou ver se ele lembra sozinho?
(Caver) - Deve lembrar.
(Fábio) - Concordo.
(Caver) - Tadinho do Tiaraju.
(Fábio) - É, coitado.
(Caver) - Homem não decora data.
(Fábio) - Esses dias eu esqueci de dar parabéns pro meu irmão.
(Caver) - Eu não sei quando é o aniversário da minha mãe.
(Fábio) - Eu já esqueci até meu próprio aniversário.
(Caver) - É Ciça. Coitado do Tiaraju.
(Pati) - Eu acho que tu deve ver se ele lembra sozinho. Onde já se viu não lembrar do aniversário da namorada?
(Ciça) - Mas ai eu corro o risco de ficar sem presente! o.O

Ok, não vou falar a data. Seja o que deus quiser.

O futuro é só pra quem pode

Na aula de semana passada, falamos sobre algo que nunca tinha nem se passado pela minha cabeça. Vou escrever aqui.

Quando a AIDS surgiu, ela era conhecida como uma "doença de gays". Ainda não se sabia direito o que fazer e as pessoas morriam 6 meses após contrair a doença, então imaginem só o pânico. Muitos precisaram se confrontar com essa questão: fazer sexo e arriscar a vida? Qual seria o propósito de viver sem poder se relacionar com ninguém? Pra que viver sem viver?

Para os que contraiam o HIV, o tempo passou a ter outro significado. Não restava outra coisa além de aproveitar o instante e Carpe Diem virou grito de guerra. Aquela história de "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", para eles, era uma hipótese bem real. O tempo não para (e corre ainda mais depressa).

Só de me imaginar nessa situação já me dá um arrepio. Eu sonho muito em ter filhos, carreira, uma casa bacana, um Oscar de Roteiro Original, essas coisas que todo mundo sonha. E se algum dia eu descobrir que tenho câncer e só me restarem alguns meses de vida? Como eu poderia me desfazer de todos os meus sonhos?

Deve ser horrível saber quando você vai morrer. Não consigo nem pensar em algo assim acontecendo comigo. Acho que eu ia enlouquecer e me matar, hehehe. A Dona Morte não ia passar trabalho comigo.